Castellano | Português | English
Argentina participa en China a un diálogo global sobre seguridad alimentaria y agricultura sustentable
Convocada por instituciones y organizaciones académicas de China, una delegación argentina participará a fines de julio 2014 en un encuentro sobre seguridad alimentaria junto a los pueblos de Asia, Europa y América Latina.

Argentina será el invitado privilegiado de la conferencia internacional Seguridad alimentaria y agricultura sustentable organizada del 25 al 27 de julio 2014 en Beijing, China, junto a representantes procedentes de una quincena de países americanos, europeos y asiáticos. El objetivo del encuentro radica en compartir realidades y propuestas acerca de las consecuencias de la producción agroindustrial transgénica sobre la seguridad alimentaria y de las alternativas que desarrollan los Pueblos a favor de una agricultura social e ambientalmente justa.

Desde que China ingresó en la OMC en 2001, la creciente producción transgénica a nivel global ha generado preocupaciones en este país y en los pueblos hermanos del BRICS y del G77. En el 2014, el gobierno chino frenó la importación de maíz transgénico estadounidense, debido incluso a la demanda de los nuevos consumidores chinos. Rusia y varios países europeos emitieron moratorias y pautas más estrictas sobre la importación de semillas y productos genéticamente modificados. En efecto, la importante concentración de poder y de recursos generados por los actores de la producción y la comercialización de los cultivos tiene impactos profundos sobre los Estados emergentes, su economía real, su equilibrio ambiental, sus sistemas de salud, de derechos humanos y de producción campesina. Todos estos temas están en el centro de la agenda de los Pueblos para salir de la crisis alimentaria a nivel mundial y construir nuevos paradigmas. Es una tarea decisiva para las nuevas potencias emergentes de avanzar más firmemente en incluir las respuestas alternativas que generan los Pueblos.

Por segunda vez, distintas redes de investigadores, expertos y medios de comunicación de China han tomado la iniciativa de convocar a un grupo internacional de productores, académicos y activistas en la materia. El hermano pueblo chino manifiesta la intención de encontrar y articular esfuerzos con los demás pueblos del mundo para construir respuestas sobre las cuestiones de orden global. Adherimos a esta visión y saludamos plenamente esta iniciativa desde la Comisión de seguridad y soberanía alimentaria del Consejo Concejo Consultivo de la Sociedad Civil (Cancillería argentina). Nos hemos movilizado para apoyar activamente este proceso junto a la Red universitaria de Ambiente y Salud, la Red de médicos de pueblos fumigados, la Cátedra Libre de Agricultura Familiar y Soberanía Alimentaria de la Universidad Nacional de Lomas de Zamora (Facultad de Ciencias Agrarias) y la Federación de Organizaciones Nucleadas de Agricultura Familiar (FONAF). Trataremos más adelante de compartir los lineamientos y las conclusiones que irán emergiendo del mismo.

Saludos cordiales,
François Soulard, Adriana Monzón
Comisión de Seguridad y Soberanía alimentaria
Argentina participa na China do Diálogo global sobre seguridade alimentar e agricultura sustentável
Convocada pelas instituições e organizações académicas da China, uma delegação argentina participará a final de julho de 2014 de um encontro sobre seguridade alimentar junto a povos de Asia, Europa e América Latina.

Argentina será o convidado privilegiado para a conferência internacional Seguridade alimentar e agricultura sustentável organizada entre o 25 e o 27 de julho de 2014 em Beijing, na China, junto a representantes procedentes de uma quinzena de países americanos, europeus e asiáticos. O objetivo do encontro é aquele de dividir realidades e propostas sobre as consequências da produção agroindustrial transgénica sobre a seguridade alimentar e as alternativas que desenvolvem os Povos em favor de uma agricultura social e de um meio ambiente justos.

Desde que a China entrou na OMC em 2001, a crescente produção transgénica ao nível global tem provocado preocupações, naquele país e nos povos irmãos do BRICS e do G77. Em 2014, o governo chinês travou a importação de milho transgénico dos Estados Unidos, devido também à demanda dos novos consumidores chineses. A Rússia e vários países europeus impuseram moratórias e pautas mais estritas sobre a importação de sementes e de produtos geneticamente modificados. Efetivamente, a importante concentração de poder e de recursos gerados pelos atores da produção e da comercialização dos cultivos têm impactos profundos sobre os Estados emergentes, sua economia real, seu equilíbrio do meio ambiente, seus sistemas de saúde, de direitos humanos e de produção camponesa. Todos estos temas estão no centro da agenda dos Povos para sair da crise alimentar ao nível mundial, e assim construir novos paradigmas. É uma tarefa decisiva para as novas potências emergentes de avançar mais firmemente em incluir as respostas alternativas que produzem os Povos.

Pela segunda vez, distintas redes de pesquisadores, expertos e médios de comunicação da China têm iniciado a convocatória de um grupo internacional de produtores, académicos e ativistas no setor. O irmão povo chinês manifesta a intenção de encontrar e de articular esforços junto a outros povos do mundo para construir respostas sobre as questões de ordem global. Aderimos a esta visão e celebramos amplamente esta iniciativa desde a Comissão de seguridade e de soberania alimentar do Conselho Consultivo da Sociedade Civil (Chancelaria argentina). Nos temos mobilizado para apoiar ativamente este processo, acompanhando a Rede universitária de Ambiente e Saúde, a Rede de Médicos de povos fumigados, a Disciplina Livre de Agricultura Familiar e Soberania Alimentar da Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Faculdade de Ciências Agrarias), e a Federação de Organizações Nucleadas de Agricultura Familiar (FONAF). Tentaremos, mais adiante, compartir os lineamentos e as conclusões que irão aparecendo durante o processo mesmo.

Saudações cordiais,
François Soulard, Adriana Monzón
Comissão de Seguridade alimentar
Conselho Consultivo da Sociedade Civil - Chancelaria argentina
Global Dialogue on Food Safety and Sustainable Agriculture in China
Invited by academic organizations and institutions from China, an Argentine delegation will attend in late July 2014 a meeting on food security together with peoples of Asia, Europe and Latin America.

Argentina will be a privileged guest of the International Conference on Food Safety and Sustainable Agriculture to be held from 25 to 27 July 2014 in Beijing, China, along with representatives from fifteen American, European and Asian countries. The purpose of the meeting is to share realities and proposals about the consequences of transgenic agro-industrial production on food security and the alternatives implemented by the Peoples in favor of a socially and environmentally fair agriculture.

Since China joined the WTO in 2001, the increasing transgenic production globally has raised concerns in this country and the sister peoples of BRICS and the G77. In 2014, the Chinese government halted the imports of US GM maize, even because of the demand by the new Chinese consumers. Russia and several European countries issued moratoriums and strict guidelines on the import of GM seeds and products. Indeed, the significant concentration of power and resources created by the actors involved in the production and marketing of crops has profound impacts on emerging countries, their real economy, their environmental equilibrium, and their systems of health care, human rights and peasant production. All these issues are at the center of the agenda of the Peoples seeking to leave behind the global food crisis and build new paradigms. It is a decisive task for the new emergent powers of advancing more firmly in including the alternatives generated by the Peoples.

For the second time, different networks of researchers, experts and media in China have taken the initiative to convene an international group of producers, academics and activists in the field. The Chinese brother people expressed their intention to find and coordinate efforts with other peoples of the world to build answers to the questions of global order. We adhere to this view and fully welcome this initiative from the Commission of Food Security and Sovereignty of the Advisory Council of Civil Society (Argentine Chancellery). We have mobilized to actively support this process together with the University Network for Environment and Health, the Network of Doctors of Fumigated Peoples, the Free Chair of Family Agriculture and Food Sovereignty of the National University of Lomas de Zamora (Faculty of Agrarian Science) and the Federation of Gathered Organizations of Family Agriculture (FONAF). We will be sharing the guidelines and conclusions of the meeting in the near future.

Best Regards,
François Soulard, Adriana Monzón
Commission on Food Safety and Sovereignty
Advisory Council of Civil Society (Argentine Chancellery)